Para não pagar com a língua
Há outros vírus e bactérias que pegam carona na saliva e se instalam no organismo. "Basta a imunidade estar um pouco abalada para várias doenças atacarem", afirma Valter Moura Ferreira, especialista em traumatologia bucomaxilofacial, de São Paulo. Conheça algumas delas:
Herpes
A principal característica são as feridinhas ao redor dos lábios. Não tem cura. O vírus fica no organismo de todo mundo que teve contato, mas nem todos desenvolvem os sintomas.
Sífilis
Causada por bactéria, é considerada uma doença sexualmente transmissível. Contudo, em sua fase secundária, ela é altamente contagiosa através do beijo se a outra pessoa estiver contaminada e tiver alguma ferida na boca. A forma mais comum de contágio, no entanto, é a sexual. A doença é causada por uma bactéria chamada treponema pallidum e pode aparecer em diferentes partes do corpo e levar até uma semana após o contágio para aparecer.
Cárie
A bactéria Streptococcus mutans pode passar de boca em boca e estragar os dentes. Mas, para isso, ela precisa encontrar um ambiente propício. Para evitar pegar a bactéria alheia, capriche na escovação e não abra mão do fio dental diariamente, assim você fortalece a sua imunidade bucal e as bactérias não encontrarão um ambiente propício ao desenvolvimento. Dentistas também recomendam atenção: observe se a pessoa tem todos os dentes ou se eles estão amarelados e/ou escurecidos. Se uma das repostas for sim, faça a fila andar e chame o próximo.
Viroses
Gripes, resfriados e até mesmo algumas infecções intestinais também podem ser passados pela saliva.
Hepatite
Tipo A: a principal forma de contágio da hepatite A é por meio de fezes contaminadas. É super raro, mas eventualmente ela também pode ser transmitida através do beijo. A hepatite A também provoca febre, diarréia e deixa a pele amarelada. Não existe um tratamento específico para a doença, os médicos indicam muito repouso e nada de bebida alcoólica. A doença pode não se manifestar em algumas pessoas,no entanto, naquelas que nunca tiveram contato prévio com esse vírus pode ser grave. Apesar disso, tanto a infecção resolvida pelo próprio organismo quanto a vacinação conferem imunidade permanente contra o vírus.
Tipo B: a hepatite B também pode ser transmitida pelo beijo. Para isso acontecer, a pessoa doente tem que ter um machucadinho na boca, corte, ou qualquer coisa que libere sangue. A forma mais comum de contágio dessa doença é pelo contato com sangue contaminado: seringas, transfusões, etc. E nem pense em fazer sexo sem camisinha. A hepatite B afeta o fígado e num estágio mais avançado pode até causar cirrose.
Pesquisadores da Universidade de Washington, em Seattle, que participaram da Interscience Conference on Antimicrobial Agents, em Chicago (EUA), advertiram a população do mundo inteiro que a hepatite C possivelmente é transmitida pelo beijo ou pela escova de dentes.
Até hoje, se acreditava que a hepatite C era passada em transfusões de sangue. Só que os cientistas identificaram traços do vírus da hepatite C na saliva humana.
O citomegalovírus é uma outra virose muito comum entre a população jovem. Esse vírus raramente causa problemas mais sérios em pessoas saudáveis, mas, em indivíduos com o sistema imunológico comprometido - os imunodeprimidos, têm potencial para acometer o sistema nervoso central e o trato digestivo, além de causar hepatite, pneumonia e inflamação da retina, com risco de cegueira.
Gengivite - É causada por bactérias que se instalam ao redor dos dentes e causam inflamação da gengiva, que chega a sangrar. Pode ser evitada com boa higiene bucal.
- HPV - O Condiloma acuminatum é o HPV bucal, causado pelo Papilomavirus humano. Forma verrugas achatadas e esbranquiçadas, que podem aparecer na gengiva, língua, bochecha e garganta.
Gonorreia - Causada pela bactéria Neisseria gonorrea que pode entrar no organismo por meio de qualquer abertura corporal (vagina, boca, ânus), causando infecção na boca e faringe.
Meningite; Ao beijar na boca de múltiplos parceiros aumenta as chances de pegar meningite meningocócica e a evolução da doença é rápida e pode ser fatal.
Sintomas: Febre, dor de cabeça forte, vômitos, diarréia e rigidez dos músculos do pescoço, ombros e costas, moleza, irritação, fraqueza e manchas vermelhas na pele - são de início semelhante a picadas de mosquitos.
A gengivite é uma infecção bacteriana que teve sua incidência aumentada nos últimos anos, provavelmente em decorrência do hábito de "ficar". De acordo com um estudo publicado em fevereiro de 2006 no British Medical Journal.
Ela provoca vermelhidão no contorno dos dentes, gengiva inchada e sangramento. É uma infecção causada por bactérias que pode ser tratada com pomadas e enxagüantes bucais. Difícil é saber se aquele gatinho lindo tem gengivite ... urgh! Beijando alguém com gengivite, essas bactérias vão fazer a festa na sua boca!
Amigdalite bacteriana
É a infecção das amígdalas. As amígdalas estão localizadas na parte de trás da garganta. Dor de garganta muito forte e febre são os sintomas. Existem dois tipos de amigdalite, a viral e a bacteriana, a bacteriana pode ser transmitida pelo beijo. O tratamento? Em geral, antibióticos.
Candidiase - “Sapinho” como é chamado popularmente, é causada por um fungo chamado Candida albicans, que pode ser transmitido por um beijo e por uma relação buco-genital desenvolvendo a doença. Esta doença se manifesta na forma de um creme que é facilmente removido. Na boca a maior freqüência é no ângulo do início da comissura bucal e na bochecha. Sua manifestação é facilitada pela utilização exacerbada de antibiótico o que favorece o desenvolvimento da microbiota fúngica. As manifestações fúngicas também são facilitadas pela quebra da homeostase do organismo por doenças debilitantes. É uma doença sexualmente transmissível uma vez que o fungo já se encontra presente no nosso corpo. Além disso, virgens e freiras também apresentam candidíase. Porém, mulheres sexualmente ativas apresentam uma incidência maior.
Cancro Mole - Aparecem de 1 a 4 dias após o contacto sexual é causado por uma bactéria denominada Haemophilus ducrei. São lesões em forma de úlceras com bordos elevados e moles, transmitidas por relações sexuais principalmente oro-anais, oro-genito-anais e oro-genitais. Estas lesões podem aparecer na boca, lábio, faringe, bochecha; são úlceras dolorosas e purulentas.
NÃO PEGA
Aids
Não existe nenhum caso registrado na literatura médica de contágio pelo beijo. Suor, lágrimas, usar o mesmo sabonete, talher ou copo também não transmitem aids. No entanto, não deixe de usar camisinha se decidir ir além dos beijos e carícias. Não se esqueça que existem mais de 474 mil pessoas contaminadas pelo vírus no País, segundo Ministério da Saúde.
Hepatite C
As associações médicas internacionais não consideram o beijo como uma forma de transmissão da doença, assim como o Ministério da Saúde do País. É possível pegar hepatite tendo contato com o sangue contaminado ou em relações sexuais sem o uso da camisinha. A hepatite C é causada pelo vírus HCV e, em geral, os sintomas levam até 10 anos para se manifestar. Muitas pessoas descobrem que têm a doença ao realizar um exame de sangue de rotina.
SEXO ORAL
Atualmente, ainda são os homens que detém a maior prevalência de doenças sexualmente transmissíveis, mas as mulheres a cada dia vêm apresentando maior freqüência. Isto não se deve a susceptibilidade e sim a um maior comportamento de risco em relacionamentos sexuais.
O contágio ou infecção se dá por contato sexual direto, por meio das relações bucais, também conhecidas como sexo oral, ocorrendo então, por relacionamentos sexuais buco-genitais, buco-anais e buco-genito-anais, como também podem ocorrer tão somente pelas relações buco-bucais. São mais susceptíveis aqueles que têm sangramentos gengivais, ulcerações bucais e lesões nos tecidos epiteliais da boca ou oro-faringe, associados a uma má higiene bucal.
A transmissão de doenças sexualmente transmissíveis pela realização do sexo oral, ocorre principalmente quando o parceiro tem feridas abertas na região genital, que são muitas vezes não percebidas. Pode-se também adquirir a infecção através do sexo oral se ele tem alguma lesão ou cortes na língua, gengivas ou na boca, também muitas vezes não percebidas. O risco de transmissão também pode aumentar devido a certas atividades realizadas antes ou depois do sexo oral. Estas incluem escovar os dentes, utilizar fio dental, mastigar alimentos ou qualquer tipo de trabalho odontológico realizado. A infecção também pode se espalhar devido à partilha de colheres, copos, escovas, toalhas e até lenços infectados.
PREVENÇÃO
O relacionamento sexual seguro, sempre deve ser com preservativo e uma excelente higiene bucal, devemos ainda enfatizar que é fundamental uma excelente higiene bucal, por meio da escovação, utilização do fio dental corretamente e cremes dentais que contenham formulação anti-séptica, além de utilizar como co-adjuvantes enxaguatórios bucais com formulação anti-séptica sem álcool. Estes procedimentos citados são a melhor forma de prevenção das Doenças Bucais Sexualmente Transmissíveis.
Uma higiene eficaz corpórea e uma higiene bucal adequada são formas de evitar o estabelecimento de doenças por ulcerações e lesões do tecido epitelial; os controles periódicos em consultórios odontológicos e médicos; uma vida regrada sem o risco de sexo inseguro e com o mesmo parceiro/a.
A higiene bucal é condição indispensável para a manutenção da saúde bucal e todos os produtos que pudermos lançar mão para a não ulceração e para a promoção da saúde serão bem vindos. Os anti-sépticos bucais sem álcool e a base de clorhexidina são coadjuvantes no controle das infecções como as doenças periodontais, portanto, ajudam a evitar ulcerações e exposição de tecido conjuntivo. A higiene bucal é a forma mais simples, mais barata e segura de prevenção para inúmeras doenças, cuja porta de entrada é o meio bucal, principalmente quando ulcerado.
Exemplos de Tratamentos:
* Herpes Bucal I e II – Tratamentos mais comuns: Auto-vacinas e Anti-virais existentes no mercado como o aciclovir, podem ser utilizados produtos anestésicos locais.
* HPV Bucal – Identificação com lupa e remoção cirúrgica das verrugas ou Quimiocirurgia ou Eletrocirurgia das lesões, já existem vacinas para mulheres moças e é fundamental a manutenção de uma boa higiene bucal.
* Gonorréia ou Blenorragia Bucal – A gonorréia bucal geralmente se cura espontaneamente com uma boa higiene bucal, porém pode haver a necessidade de que sejam utilizados antibióticos específicos para essas bactérias Gram negativas.
* Cancro Mole – O tratamento é dado por antibióticos específicos para o microrganismo Haemophyllus ducrei e uma boa higiene bucal.
* Sífilis com manifestação bucal – Causada por uma bactéria Treponema pallidum tem como tratamento a antibioticoterapia, normalmente à base de Penicilina Benzatina e uma boa higiene bucal.
* Candidiase Bucal – “Sapinho” o tratamento é uma boa higiene bucal, com remoção do creme fúngico e caso a formação de colônias fúngicas permaneçam, ministrar fungicidas locais e sistêmicos. O iogurte é uma excelente indicação para alterações fúngicas na boca, pois os Lactobacilos concorrem e matam os fungos causadores das candidíases.
* AIDS ou SIDA – A Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida é tratada com o coquetel à base de AZT e esta indicada a boa higiene bucal.
Vale lembrar que cada caso deverá ser analisado separadamente e a propedêutica medicamentosa para o tratamento da lesão em questão, caberá tão somente, ao profissional, após o diagnóstico, o prognóstico e a determinação do plano de tratamento.
Concluindo:
O relacionamento sexual seguro, sempre deve ser com preservativo, devemos ainda enfatizar que é fundamental valorizar a manutenção de uma excelente higiene bucal, por meio da escovação, utilização do fio dental corretamente e cremes dentais que contenham formulação anti-séptica, além de utilizar como co-adjuvantes enxaguatórios bucais com formulação anti- séptica sem álcool, para que não existam úlceras e sangramentos gengivais ou das mucosas bucais. Estes procedimentos citados são a melhor forma de prevenção das Doenças Bucais Sexualmente Transmissíveis – DSTs.
Informações sobre a área de ciências naturais,inclui a comparação entre os principais orgãos e funções do aparelho reprodutor masculino e feminino, relacionando seu amadurecimento às mudanças no corpo e no comportamento de meninos e meninas durante a puberdade e respeitando as diferenças individuais e conteúdos de orientação sexual.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Beijar na boca pode transmitir doenças?

“um beijo pode ser responsável pela transmissão de males como a gengivite (infecção bacteriana) e mononucleoses"
Segundo o médico Rafael Sani Simões, um beijo pode ser responsável pela transmissão de males como a gengivite (infecção bacteriana) e mononucleose, uma doença que tem como conseqüências fadiga, dor de garganta, tosse, inchaço dos gânglios, perda de apetite, inflamação do fígado e hipertrofia do baço. “A doença é transmitida pelo vírus Epstein-Barr (VEB) e, depois de um período de incubação de 30 a 45 dias, a pessoa pode permanecer com vírus para sempre no organismo”,pode levar à meningite, anemia hemolítica e outras enfermidades.
Testemunhos que pegaram a (mononucleose).
Fernanda*, 23 anos, que colocou sua saúde em risco no carnaval . “Eu fui para Diamantina, em Minas Gerais, com o objetivo de beijar e sair fora. Meu recorde foi ficar com 12 meninos em uma mesma noite. Foi maravilhoso, até que passou o carnaval e veio a conseqüência”, conta
O que parecia perfeito acabou virando desespero. “Depois de uma semana, eu estava sentindo falta de fome e muita sonolência. Além de muita febre. Foi quando eu fui ao médico e descobri que estava com mononucleose. Fiquei três semanas de cama me recuperando. Prometi que nunca mais ficaria com vários na mesma noite”, diz.
Ricardo José Pereira, 21 anos, ficou três semanas sem sair de casa por ter beijado 29 meninas em três dias. “Eu estava na época que o mais importante era quantidade e não qualidade. Apostei com os meus amigos quem ficava com mais meninas. Mas em nenhum momento pensamos na higiene. Conclusão: tive dor de cabeça, tosse, perda de apetite e muito sono”, afirma.
Logo que voltou de viagem, Ricardo passou por exames. “Para mim, só existia herpes. Eu nem tinha conhecimento desta doença. Depois que eu fiz os exames, é que descobri o perigo que eu estava correndo, beijando sem pensar”, garante.
Fazer o diagnóstico preciso da mononucleose é muito importante porque ela pode ser confundida com doenças causadas por outros vírus e com sintomas semelhantes. “Para confirmar o diagnóstico clínico, existe o Monoteste, um exame de sangue que só apresenta resultados confiáveis - a presença de linfócitos atípicos -, quando o paciente tem mais de quatro anos de idade e está na segunda semana da doença, quando passa a acusar”, esclarece o médico.
Tratamento
Como nas demais viroses, não há medicamentos específicos contra a mononucleose. “O tratamento se resume em combater os sintomas com antitérmicos, analgésicos e antiinflamatórios e repouso. Exercícios físicos estão proibidos e o contato físico deve ser evitado até que fígado e baço voltem ao normal”, diz o médico.
Mas muita calma, normalmente isso acontece com individuos que estão com a defesa imunológica enfraquecida, por isso o corpo pode pegar algumas doenças. "A mais comum é a candidíase, o famoso ‘sapinho’. Ela é causada por um fungo e aparece na forma de vermelhão, ardência e pequenas feridas no canto da boca. A mais graves são as infecções causadas pelos vírus da família dos herpes."O herpes bucal ataca os lábios e a região ao redor.
a troca de saliva pode gerar ainda a mononucleose infecciosa, que provoca febre e faringite e se manifesta em pequenas manchas no céu da boca, infecções na gengiva e úlceras parecidas com aftas. Apesar de raro, até a tuberculose pode ser transmitida pela saliva.
Se a pessoa está saudável, o organismo se defende das centenas de vírus, fungos, protozoários e bactérias, que se alojam principalmente entre a gengiva e os dentes quando a gente beija alguém. Então, uma bela higiene bucal é vital. Vale o básico: escovar bem os dentes e usar fio dental - até para reduzir o risco de você estar com um tremendo bafo e espantar aquela supergata. Quem usa piercings na língua ou no lábio também deve ficar esperto. Beijo na boca só após a cicatrização e a higienização correta. Tomando os devidos cuidados, é só partir pro abraço. Quer dizer, pro beijo.
Fonte:
http://mundoestranho.abril.com.br/saude/pergunta_287277.shtml
http://www.reporternews.com.br/noticia.php?cod=271242
Leia mais: http://clavedosul.blogspot.com/2010/02/saudavel-doenca-do-beijo.html#ixzz0t9lQpod5
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